VIVENCIAL

Viver o cotidiano não exime da tarefa de pensá-lo, como não o faz a prática de experienciar a cultura em suas formas mais acabadas, inclusive naquilo em que nelas se imiscui a chamada vida comum. A proposta deste blog é constituir um espaço de intersecção entre esses campos vivenciais para pessoas que, como nós, têm na reflexão crítica um imperativo para a existência digna do corpo e do espírito – individual e social.

domingo, 10 de março de 2013

A beautiful lady night for a metal black night

Juro que eu queria me dedicar a escrever sobre “coisas mais sérias”, mas pra isso teria que parar de ir ao Holandês Voador. Pra quem morou oito anos quase literalmente no mato (com o maior respeito pelo meu amado interior de Goiás), acompanhar a cena underground que, mesmo aos trancos e barrancos (como sempre, senão não seria underground), viceja hoje em Campo Grande é motivo de júbilo. Perdoem-me os que acham meu entusiasmo ingênuo; coisa que pra mim, aliás, é mais um motivo de alegria. Só quem não foi dominado pelos demônios (maus demônios) do utilitarismo, da hostilidade, da desconfiança e do sexismo que nos instila o capitalismo nesses princípios de sua fase terminal-convulsiva (ontem mesmo um tal de Kleber me falava em um “apocalipse zumbi”) ainda consegue amar as coisas desinteressadamente.

Incluí “sexismo” aí em cima, como poderia incluir “racismo”, porque o desinteresse a que me refiro é do tipo que afronta, ou melhor, dispensa os preconceitos. Tudo isso porque eu quero começar pra valer esse texto com a imagem de um abraço entre dois homens. Não existe, a meu ver, nada mais bonito, tanto estética quanto espiritualmente, do que um abraço entre duas mulheres ou entre duas crianças (ou entre uma mulher e uma criança), mas esse abraço foi uma das cenas mais bonitas que eu já vi na vida.

Estava lá o Maurício Teixeira, fundador da histórica Sacrament, já um tanto “chumbado”, quando chegou o vocalista da banda matogrossense Burning in Hate, que fechou a noite de ontem, e fez questão de declarar sua admiração. O Maurício, que é um dos heróis anônimos, senão desprezados, da história do rock deste campo grande de hipocrisias, ficou visivelmente comovido e, mais que isso, agradecido, estreitando o cara da Burning com a alegria e a pureza de uma criança.

Aliás, por falar em beleza, a noite de ontem só entrou no meu programa porque anteontem eu perdi uma outra, que, tanto pelo som quanto pelo público, foi certamente uma das mais bonitas do Holandês: uma noite com drink na faixa para mulheres, e que, pelo que me disseram, foi uma das mais movimentadas do bar desde que ele reabriu perto da UFMS. Pois bem, perdi a festa for ladies – que contou, entre outras coisas, com os fantásticos Strangers e Lobisomens – mas, graças a isso, tive saúde pra ir na Hates from Hell de ontem.

Cheguei tarde, pra variar, a tempo de ver o finalzinho da demolição operada pelos Rejeitados pelo Diabo, quinteto de rapazes, quase meninos, que esbanjam ferocidade e competência, em um repertório do qual eu só ouvi pra valer uma música (“The Antichrist”, do Slayer), mas que é visivelmente selecionado do melhor do thrash metal. Depois veio a The God of Carnage, do rei Artur (batera, também, do Japurah Noise Project), também arregaçante mas cujo repertório eu conheço menos ainda. Aliás, conheço muito pouco metal, que é um estilo que me entra na veio com muito menos facilidade que o punk. Geralmente começo a gostar de uma banda importante quando vejo covers ao vivo, como foi o caso da Black Sabbath da fase Dio com os Strangers e o Slayer com os Rejeitados pelo Diabo. Conheço pouco, quase nada, mas nos shows me sinto integrado ao som e à filosofia como se fizessem parte de mim de nascença.

Mas nunca senti uma identidade tão grande quanto ontem, principalmente a partir do momento que a Diabolical Hate (Campo Grande) e, depois, a Burning in Hate (Cuiabá) subiram ao palco. Naturalmente, isso tem a ver com o fato de que o Death Metal e o Thrash Metal, que essas bandas praticam respectivamente, serem os estilos mais próximos do punk no metal. E a atitude de afirmação da revolta, da recusa anti-sistema (vinculada mas não reduzida à militância antirreligião), não é menor nelas do que no punk. Só não vou dizer “muito pelo contrário” em respeito à minha veia punk, e também pelo fato de que a cena musical é hoje, no Brasil e no mundo, muito complexa. Ontem (aliás, hoje) mesmo, de volta do Holandês de carona com um amigo, o Marcus Vinicius, ele me mostrou um DVD do Confronto (RJ), com letras discursivas e ultrapolitizadas, sustentadas por uma sonoridade hard metal ultrapotente e que constitui, no todo, outra síntese do punk e do metal.

Mas a força negativa e visceral das Hates de ontem foi, pra mim, uma coisa de cair o queixo. Como sempre, não tenho condições de fazer uma descrição técnica. Consigo, no máximo, aludir à densidade e coesão sonora com que esse ódio salutar se exprime na Diabolical, embora capitaneado por uma bateria não só feroz e veloz como riquíssima nos arranjos de prato e tan-tan, com aquela “folga” infinitesimal entre uma pancada e outra que, pra mim, remete ao punk. Algo que não se opõe à coesão técnica do conjunto, muito pelo contrário, mas que ao mesmo tempo não se conforma com a obsessão estritamente técnica de certas bandas ultravelozes.

Conversei com o batera da Diabolical e falei que seu estilo me lembrava o do Jean Albernaz, da (finada?) Dimitri Pellz, e, para minha alegria, ele me disse que realmente o Jean é uma grande influência sua. Mas fazer algo semelhante ao que o filho do Bosco faz em seu punk-prog’n’roll no death metal é uma coisa próxima do alucinante. No mais, guturais fodaços, guitarras e baixo idem, a intensidade de tudo formando uma coisa só e avassaladora. Falta conhecer as letras, que eles me prometeram.

De pegada um pouco mais suja, como convém ao trash, a Burning in Hate não fica atrás em termos de monstruosidade sonora e de apuro técnico. Como sempre, parei na bateria, com arranjos não menos alucinantes (não tenho como não repetir esses adjetivos), num trabalho mais centrado no bumbo e na caixa. Uma batera um pouco mais discreta, talvez, mas não menos rica e feroz, espancada por um cara quase tão magro quanto eu e, aliás, o drummer da Diabolical. Ao fim da festa os dois se sentaram lado a lado por um momento, e, como acontece inúmeras vezes no Holandês, eu me arrependi de não ter levado uma câmera.

Campo Grande, aliás, é um celeiro de grandes bateras. João Bosco, Jean Albernaz, Diogo Zarate (Jennifer Magnética), Rodrigo Neves (Bravo), o Felipe do Agression, o lobisomem Leandro Dourado, Maycon Vieira dos Explícitos, o Alysson Matheus dos Rejeitados e da Extração Craniana, a Wanessa do Toca-Fitas, os bateras do Death Soldier e dos Strangers, toda essa gente e muitos outros são músicos que, em minha humilde e leiga opinião, já chegaram ou chegarão em breve a um nível de excelência no mínimo nacional.

Mas e o “black” do título, onde entra nisso tudo? Nada a ver com o Black Metal (embora eu suponha que a Diabolical tenha influência desse estilo, onde, salvo engano, o satanismo é o núcleo ideológico), mas com o fato de que, tanto na Diabolical quanto na Burning, os integrantes são quase todos (ou em algum grau) “black persons”. Negões (ou “neguinhos”), como se diz, às vezes ainda com malícia, neste país onde a escravidão e o racismo são chagas que ainda demorarão – tomara que pouco – a serem realmente sanadas.

É, portanto, ao black power que corre em nossas veias – de todo brasileiro, senão de todo cidadão do mundo, mas do qual nem sempre nos orgulhamos como devíamos – que eu me refiro. Um sangue e um poder que, como a música, não tem fronteiras, mas que pertence a quem os descobre e alimenta dentro de si.

Sim, porque música é antes de tudo liberdade. Estilos musicais podem ter até registro, mas não têm dono: são de quem pega e faz com eles o que quer. Sem falar que, se o assunto são origens ou “propriedades”, o metal pode ter sido criado por jovens “WASP” (há, aliás, uma banda com esse nome), mas a ferocidade a que ele chegou remete às entranhas da Terra, e destas foi na África que a humanidade começou a beber, comer e regurgitar. Me digam se o fato de que tudo isso revive num antro iluminado como o Holandês Voador não é motivo para júbilo? Vida longa ao metal brasileiro, vida longa ao Holandês Voador!

No mais, tenham uma ideia do que foi a noite de ontem:

“Game With no Rules” e “Phobia” (Kreator), com Rejeitados pelo Diabo, no Matadeus II

“Possessão da alma”, com Diabolical Hate, no bar República, em março de 2012

“Marchando para a Morte”, com Burning in Hate, no Holandês Voador, em dezembro de 2012

E pra falar de alguma “coisa séria”, mas ainda a propósito disso tudo, ou seja, dos bons e maus demônios, tomo a liberdade de indicar esse conto de Machado de Assis, onde certo “diabo do tambor” é, talvez, o verdadeiro protagonista:

“Conto de escola”, de Machado de Assis

E também este meu trabalho, que aborda esse texto (entre outros) de Machado, pode eventualmente interessar a alguém:

“De pontos, linhas e fugas: três ‘contos de formação’ machadianos”


E por falar em black power...

sexta-feira, 8 de março de 2013

7 haikães

  
Para Letícia Feitosa 
e as (1)3 furronas: 
Amber, Romy e Renata

1.
Quanto mais conheço os cães
mais lamento
os que não são

2.
“Eu não sou cachorro não
para viver tão humilhado...”
Mas o cão nem pá pro babado

3.
Com medo da luz,
inocente como um cão,
a barata se esconde sob meus pés

4.
“Senta! Deita! Rola!
Finge de morto!”
O cão é um militar sem rancor

5.
O cão
tomando sol
é um animal transcendental

6.
Ser cão é ser livre, ter fome
e amar
sendo ou não amado

7.
O cão a lambe
e ela sorri,
humano sem dono

quarta-feira, 6 de março de 2013

Sigam os bons!

Sim, faltou humor, faltou liberdade e sobrou culto
à personalidade na "Era Chávez".
Mas não faltou heroísmo.
Eu tentava decidir se ia ou não ao cinema assistir ao musical Os miseráveis, baseado na epopeia em prosa de Victor Hugo, quando soube da morte de outro Hugo: Chávez. Aliás, só agora a coincidência me ocorre. Se tivesse ocorrido antes, talvez eu tivesse cedido à tentação que me bateu na hora: a de ir, sim, ver o filme, e a partir dele homenagear Chávez, ou então comparar mais esse outro constructo hollywoodiano (que retoma outro, muito menos sórdido mas não muito menos ideologicamente problemático, que é o romance de Hugo) ou, provavelmente, as duas coisas, com o que foi a vida e ainda é a “obra” de Chávez. Faço questão dessas aspas por vários motivos, mas o principal é o seguinte: que, mais que o que se fez, é o que ainda se faz o que importa nessa “obra”. Acho que deu pra entender, hehe. Rio sem vexame da gravidade do assunto, até porque ele tem seu tanto de enlevo: sem dúvida – e o clichê ainda vale –, Chávez morreu para entrar na História. Quer queira a direita, quer queira a Veja, quer queira a CIA, quer queira a Casa Branca, quer queira o Pentágono, quer queira Hollywood ou não.

Victor Hugo
Quero crer comigo que minha intuição – eu quase ia escrevendo “compreensão prévia” – das contradições de um produto como uma narrativa liberal-cristã (com vagos laivos socialistas) visual e, ainda por cima, musicalmente apropriada, reformatada e remanufaturada por Hollywood, como é esse megainvestimento nos “miseráveis” em pessoa (mas diga-se de passagem que o protagonista social da obra de Hugo passa longe de ser o lumpen-proletariado), quero crer, eu dizia, que isso não tolhe minha consciência – claro que parcial, tudo para nós, como dizia Renato Russo ecoando São Paulo, é em parte – do que foram as contradições Chávez; sim, porque Chávez e sua “obra” são, obviamente, um complexo de contradições. 

Paulo e Renato
Ainda assim, a importância histórica de seu prolongado governo de esquerda me parece tão evidente que não me sinto obrigado a insistir nisso. Contento-me em indicar este texto – um entre vários textos que sopesam com respeito e sobriedade seu legado –, indicado pelo jornalista e professor de História campograndense Oscar Rocha, além dessas belas palavras do mesmo “Ôscar”:
“Hugo Chavéz fez bonito. Não para os brasileiros e estadunidenses, mas para o seu povo e para América Latina. Se não fosse por Chavéz e suas atitudes, juntamente com outros presidentes, hoje, com certeza, estaríamos no Tratado Norte-Americano de Livre Comércio... Preciso dizer mais?”

De outro Oscar,
Niemeyer
Sobre o significado de Chávez – e das conquistas da esquerda na Venezuela, na Bolívia, na Argentina, no Brasil, no Uruguai e, talvez, até no Paraguai – só digo o seguinte: que sem tudo isso a América Latina continuaria quase totalmente reduzida ao saque imperialista a que quase sempre se reduziu. Não que esse saque tenha cessado, e não se realize mesmo sob a tutela desses governos, mas um outro horizonte, forjado a pequenas ou grandes práticas, se delineia.

Fidel, claro
Não incluí Cuba na lista acima porque Cuba é outra coisa. Com todas as suas contradições, Cuba é um farol, um marco histórico irredutível da resistência contra o Império. Ainda que Cuba ruísse agora, e voltasse a ser o que era antes da Revolução, ou seja, um bordel-cassino dos Estados Unidos (como o Leste Europeu se tornou um bordel ou um grande fornecedor para os bordéis, filmes pornôs etc. da Europa Central), ainda assim a mera grandeza de seu exemplo já faria valer a pena sua existência, seu acontecimento. Até porque é, sem dúvida, um acontecimento qualitativamente diferente o que se gesta e demanda agora, de um outro socialismo. Não vou discutir se essa palavra, “socialismo”, ainda corresponde a essa demanda, nem o alcance desta em termos demográficos e geográficos. Se fizesse isso, seria para defender o quase-indefensável: a quase universalidade desse anseio. Entretanto, prestem atenção. Olhem em volta, para além da sordidez consumada com que nos presenteiam todo dia os reality-shows e os noticiários.

Outro dia, alguém que se assume de direita – tendo, inclusive, meu respeito por isso – me dizia que a diferença entre o socialismo e o capitalismo é que este acredita no indivíduo e aquele na coletividade. Eu tentei argumentar que isso era um reducionismo, pois de um certo ponto de vista é exatamente o contrário: é o socialismo quem acredita nas pessoas, em suas demandas de justiça, liberdade e felicidade, enquanto o capitalismo, ou melhor, os capitalistas zelam pelo uso das mesmas. Sob o reino da desigualdade social e da mera formalidade das “democracias” (ou o poder de manipulação da mídia não é um poder?), identificar a condição do homem funcional com a do homem livre é uma farsa deslavada.

Redson, do Cólera
Em sua forma mais nobre e cristalina, o “ideal de esquerda” postula o respeito pela humanidade – “todas as vidas em geral”, como canta o Cólera, para designar também cada vida em particular – como um conjunto de pessoas que precisam e merecem se emancipar coletivamente, e não dentro de um sistema de competição individualista, pois sabem que o convívio humano pleno é muito mais importante que os gozos possibilitados pelo poder e pelo dinheiro, e sabem ou intuem a que está nos levando o individualismo desbragado do capitalismo.

É hoje que minha filha
me mata...
Sim, também a esquerda tem suas massas de manobra. Mas por isso mesmo é preciso apontar as contradição nas práticas esquerdistas ainda predominantes – sobretudo no âmbito da política partidária, ou seja, das disputas pelos lugares hegemônicos de poder. No entanto, nem sempre os democratas sinceros e os “independentes” ou “alternativos” percebem que o funcionamento dessa esfera – os lugares de poder – determina contradições inevitáveis que, hoje percebemos, podem ser trabalhadas mas não expurgadas como quem extirpa uma espinha, até porque, no fundo, essa espinha está incrustada em cada um de nós. Sem que lutar nessa esfera deixe de ser, ainda, igualmente fundamental. Ou talvez eu me engane: quem sabe? Como perguntou outro dia o PC Siqueira num belo texto: quem pode saber?

Rosa Luxemburgo
O que sei, ou melhor, o que acredito piamente é que não há futuro para a humanidade sem o resgate de uma perspectiva socialista, ou seja, que ainda (aliás, cada vez mais) nos encontramos naquele dilema enunciado por Rosa Luxemburgo: Socialismo ou barbárie. “Idealista” que seja essa essa convicção, tenho-a comigo como uma convicção perfeitamente lógica, ou, digamos (se é de “questões objetivas” que se trata), “darwiniana”, pelo menos se nos permitem que esse benefício (ou, que seja, instrumento) que possuímos chamado consciência participe disso a que chamamos “evolução”, ou seja, dessa demanda de conservação e melhoria da espécie que não pode ser apenas a struggle of life de cada um de nós. Porque senão é a destruição que nos aguarda. (Aliás, já está demonstrado cientificamente que, tanto quanto as disputas, as cooperações intra e interespécies biológicas são fundamentais para o equilíbrio ecossistêmico – este, com o qual estamos “contribuindo” tão bem.)

Darwin?!
Não sei se todo esse proselitismo, no fim das contas, certamente, mais sentimental que qualquer coisa, honra a memória e as ações ainda vivas de Chávez, mas é o que a perda do velho comandante me inspira. Quem sabe o que inspiraria ao outro Hugo, o bom e velho Victor... Quiçá um roteiro infilmável?

Tomo a liberdade de dedicar este texto a um velho camarada, militante partidário como há tempos eu desanimei de ser e que, por sua origem social (é filho de um advogado), eu acreditava destinado à direita, mas que, pelo contrário, eu reencontrei reafirmando e pensando com lucidez o lugar à esquerda do qual eu vi, meio desconfiado, ele se aproximar na juventude. Meu amigo Ubirajara de nome bravio, velho amigo com quem, ainda na infância, cheguei a brigar por um motivo quiçá estúpido (ou não, não importa mais); o único amigo que me honrou com um adjetivo que, infelizmente, eu não mereço: “Ravel o velho comunista”. Se estivesse aqui, brindaria com ele: Viva Chávez! Viva Fidel, “Viva Zapata, viva Zumbi...”! Viva a revolução permanente, não exatamente (ou apenas) a de Trotski, mas a da Humanidade. E, sim, viva Raul, viva a Sociedade Alternativa! Viva e vivam os sempre contraditórios anseios de liberdade e justiça, no que têm de melhor e mais vivo.

Vaya con Dios, camarada!

E soube há pouco da morte do Chorão... Outra grande perda, sem dúvida. Mesmo com seus apelos comerciais não raro excessivos, o Charlie Brown Jr. foi uma das poucas bandas de rock a regravar Geraldo Vandré. E o canto ainda vale.